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RANKINGS — QUEM MAIS APARECEU NA TV
Os dois jeitos de medir exposição na TV aberta do Brasileirão, clube a clube — com Globo e Record
somadas e também separadas, porque as duas emissoras chegam ao público por caminhos diferentes.
Exposição é um dos insumos do critério de audiência que responde por 30% do rateio das cotas de
transmissão.
Jogos totais em TV aberta
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Carregando os dados…
O que cada número mede
Praças acumuladas soma, jogo a jogo, quantas praças receberam cada partida do clube. Um jogo em rede
nacional soma 33; um jogo regional soma só as praças que o pegaram. Não é a quantidade de praças que o clube
alcançou — praça que recebeu quatro jogos entra quatro vezes. Mede alcance territorial acumulado.
Jogos totais em TV aberta conta partidas, sem olhar quantas praças as receberam. Mede frequência:
quantas vezes o clube entrou na tela.
Por que as duas listas não coincidem
Em 2025 o Flamengo teve 13 jogos e 378 praças acumuladas; o Grêmio teve 12 jogos e 174. Um jogo de diferença,
mais que o dobro de alcance. O inverso também acontece: clube que aparece bastante, sempre em transmissão
regional restrita, sobe no ranking de jogos e não sobe no de praças.
Por que Globo e Record aparecem separadas
A Globo fatia o país: na mesma rodada, escolhe jogos diferentes para regiões diferentes. Cada partida
dela alcança de uma a 33 praças, conforme o recorte. A Record transmite em rede nacional, o mesmo jogo
para o Brasil inteiro — cada partida dela vale 33 praças, sempre, invariavelmente.
É por isso que a coluna importa. Somados sem distinção, os dois números viram a mesma coisa e escondem
histórias opostas. Em 2025 o Fluminense acumulou 311 praças, das quais 231 vieram da Record: sete
aparições nacionais. O Grêmio acumulou 174, das quais 141 vieram da Globo: presença regional constante,
semana após semana. No total, o Fluminense parece ter quase o dobro do alcance do Grêmio. Na decomposição,
fica claro que são duas formas diferentes de existir na TV — e o caso extremo é o Mirassol, com 108 praças
acumuladas das quais apenas 9 da Globo.
Nos jogos a soma não distorce nada, porque ali cada partida vale uma partida, venha de onde vier. A
decomposição aparece nas duas listas por simetria de leitura, mas é em praças que ela muda o sentido do número.
Somar as duas emissoras é correto: o rateio dos 30% não pergunta o canal. Só não pode ser a única leitura
oferecida.
No mapa de calor, por outro lado, só a Globo tem o que dizer — a Record não produz recorte regional
nenhum, e somá-la ali levantaria o piso de todas as praças por igual, apagando o contraste que o mapa existe
para mostrar.
De onde vem o dado, e o que é uma praça
Acervo próprio do Portal Audiências, jogo a jogo, a partir das grades de transmissão.
A base são as 27 unidades da federação, uma praça cada. Quando a Globo divide um estado entre afiliadas
que exibem jogos diferentes, o pedaço divergente passa a contar como praça própria — hoje em seis casos: Juiz de
Fora, Vale do Aço e Montes Claros, em Minas; Vale do Paraíba e Baixada Santista, em São Paulo; e Santarém, no
Pará. Com eles, o total chega a 33. Minas é, de longe, o estado que mais se divide.